sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

BBB - Um desrespeito com a familia Brasileira!



Começou novamente o mais medíocre programa da televisão. Durante um bom tempo os lares brasileiros serão invadidos, mais uma vez, por um péssimo entretenimento, vazio e agressivo: o Big Brother Brasil, da Rede Globo de Televisão, na sua décima edição. Após uma seleção efetuada através de concurso nacional, um bando de jovens desocupados, fica o dia inteiro confinado em uma mansão, “a casa mais vigiada do Brasil”, participando de um jogo sujo, bestial, banal, recheado de baixarias, onde impera a deslealdade, as brigas, intrigas, traições, excitações ao sexo, estímulo aos vícios de bebida e cigarro, e, sobretudo, o desrespeito ao ser humano.Objetivo final: um desses indivíduos é escolhido vencedor e recebe como recompensa, um milhão e meio de reais. Festas e farras diárias, com farto consumo de bebidas e cigarros, incitação sexual, através de triângulos amorosos, completam o total desrespeito às famílias que ficam inocentemente envolvidas na terrível trama.. Um verdadeiro estímulo à malandragem.Para coordenar a disputa entre os concorrentes, a emissora da Família Roberto Marinho escolheu o repórter Pedro Bial, que inicia o programa com esta convocação:”. E agora vamos falar com os nossos heróis! ”- Mas que heróis são esses?Urge, mas com urgência mesmo, resgatar os valores dos nossos verdadeiros heróis.Nossos filhos, nossos jovens precisam ser estimulados a cultivar seus verdadeiros heróis, seus avós, pais e mestres, que trabalham e ensinam o caminho de vencer na vida, com sabedoria, honestidade e espírito humanitário.Heróis são milhares de desempregados, que mendigam pelas ruas ou moram em condições subumanas, debaixo de pontes, viadutos, favelas.Heróis são os milhares de trabalhadores que vivem de um salário mínimo mensal, destinado à manutenção de sua família e compra de remédios para tratamento de sua saúde.Heróis são os lixeiros que passam a vida recolhendo resíduos públicos e residenciais, sem nenhum conforto, em cima de caminhões-caçamba, para no final do mês receber um salário irrisório, que não dá nem para comprar uma caixa de sabonetes ou mesmo um perfume modesto para retirar-lhes a sujeira do trabalho durante o banho.Heróis são os catadores de lixo que sustentam a si e suas famílias com o ganho resultante da venda de objetos recolhidos nos depósitos urbanos, correndo alto risco de contrair doenças graves: AIDS, hepatite, leptospirose, tétano, febre tifóide, além de diarréias freqüentes e parasitoses.Heróis são os catadores de papéis, latas e garrafas vazias, jogadas nas avenidas, nos bares, nos clubes e nas praças, nas caladas das noites, durante festas e shows de gente rica.Heróis são os deficientes físicos que, além do sofrimento de sua incapacidade, vivem na esperança de obter uma maior atenção dos poderes públicos, em relação aos seus direitos.Heróis são os militares que,juntos com a Polícia Federal, que moram nas fronteiras do Brasil, defendendo o País de grupos armados e traficantes que tentam atravessar para vender armas e tóxicos.
Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados.
Heróis são os milhões de aposentados que pagaram honestamente por uma vida envelhida com as virtudes da sabedoria e dignidade, e acabam por ter de implorar (e ter negados) os proventos justos pelo que produziram para o Brasil.Onde estão os heróis lançados na sociedade pelo Big Brother Brasil?Qual o destino dos protagonistas, dessa deprimente produção da Rede Globo de Televisão?Todos os participantes passam a ser chamados de “celebridades”, em busca da fama, através de convites para participarem de novelas, propostas para capas de revistas de apelação sexual, Playboy, Sexy ou participação de filmes eróticos.Esse é o modelo construído pela Globo, cópia de uma aberração holandesa, e dos péssimos enlatados americanos que exportam para o mundo o espelho de famílias desestruturadas, fragmentadas.Quanto levam a rede Globo e a empresa de Telefonia? Em cada “paredão”, com milhões de ligações, a Globo e a Telefônica arrancam da população milhões de reais, rios de dinheiro, para engordar as já polpudas contas bancárias da emissora, de seus diretores, do apresentador, dos patrocinadores, dinheiro este que poderia ser destinado a programas educativos e humanitários.

Acorda povo brasileiro! Estão rindo da nossa cara e ainda damos ibope e audiência? Entram nas nossas casas e ainda ridicularizam conosco? Vamos mudar essa realidade!

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, quanto menos aos participantes. Não há qualquer estimulo côo, por exemplo, o incentivo ao esporte, à musica, á criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.
São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o “escolhido” receba mais de Um milhão de reais.

Essas palavras não são só revoltas ou protesto, mas de vergonha e indignação.
Em vês de assistir BBB, que tal ler um livro ou um poema, Mario Quintana é uma boa pedida.Estude, vá ao cinema, ouça uma boa musica, cuide de flores ou de um jardim, caminhe no parque, telefone para um amigo, mande recados no Orkut, no blog, no Facebook, Twiter. Brinque com as crianças, namore e beije muito. Tudo isso é melhor, muito melhor!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Soldados da Paz


Não há muito que se dizer, falar ou escrever. A palavra lancinante se aplica desesperadamente, mas como reparar o irreparável? São dezenas de milhares de mortos, ainda não acabaram de contar, quando acabarão? Os nossos mortos, quando chegarão? Quando poderemos velá-los?

Dona Zilda Arns, generosa, desprendida, ativa e participante a favor da coletividade, levando na sua bagagem a experiência de alguém que mudou um país e fez uma enorme diferença no mundo, morreu precisamente quando se dirigia a essa massa de pobres e menos favorecidos, que não sabiam como viver e morreram sem saber o que os atingiu.

Vários militares brasileiros, audazes, combativos, guerreiros que levavam no seu braço e no peito a bandeira do Brasil, há bastante tempo em Missão de Paz no Haiti, também foram mortos. Quando treinavam para participar da missão não imaginavam encontrar um terremoto, trinavam para enfrentar todo tipo de inimigo e situação, mas não para uma tragédia sem precedentes. Encontraram no caminho de suas vidas a cruel força da natureza, força que exército nenhum consegue combater.

Suas famílias aguardavam o retorno de alguns, que voltariam nos próximos dias, com suas fotos e histórias para contar sobre um país que brilhantemente ajudaram a reconstruir.

Podem dizer o que quiserem, mas a perda individual, próxima, é muito mais dolorosa do que a perda coletiva, distante. Se não fosse assim não poderia ser chamada de humanidade.

Oração do Soldado da Paz:
Senhor, vós que sois o criador do universo e o senhor de todos os exércitos.
Vós que destes ao soldado brasileiro um patrono conhecido como O Pacificador.
Mandai vosso espírito de paz para nos proteger, iluminar e ajudar.
Tornai os Soldados da Paz imbatíveis na vontade de lutar pela construção da paz no Haiti e no mundo.
Daí-nos senhor, a vossa força para sermos instrumentos da vossa paz.
Tudo pela PAZ.

sábado, 19 de dezembro de 2009




quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Muitas coisas ficam para 2010.


José Serra e Aécio Neves não decidirão quem será o candidato tucano, muito menos informarão sobre a hipótese de uma chapa-pura.

Dilma Rousseff não definirá nem assistirá o presidente Lula definindo quem será seu candidato a vice, saído ou não dos quadros do PMDB.


Ciro Gomes não anunciará se disputa a presidência da República ou o governo de São Paulo.


O Congresso não votará a reforma política, sequer a reforma tributária.

O Supremo Tribunal Federal não terá oportunidade de pronunciar-se outra vez sobre a extradição de Cesare Battisti para a Itália, porque o presidente Lula nada decidirá a respeito.


A Câmara Legislativa de Brasília não avançará na decisão pelo impeachment ou a absolvição do governador José Roberto Arruda.


O ministro Guido Mantega não reagirá diante dos números do IBGE que o desmentiram abertamente a respeito do crescimento do Produto Interno Bruto.


O presidente Lula não dispensará os dezenove ministros que são candidatos às eleições do ano que vem, deixando-os na expectativa da desincompatibilização futura.


Ps 1: Roberto Requião não iniciará seu périplo pelos diretórios regionais do PMDB para reforçar a proposta da candidatura própria.



Ps 2: Acreditemos que daqui pra janeiro nada aconteça, a não ser que Papai-Noel resolva usar seu prestígio entre os jovens eleitores e se lance Senador, nesse caso ainda, restara saber em qual domicilio eleitoral.


Ps 3: Como nós falamos de politica o tempo todo, a frase que fica é: "Para que escrevermos sobre política nos próximos quinze dias, se assunto não haverá antes do Ano Novo?"


Ps 4: Por fim, Feliz Natal e um Abençoado 2010 a todos!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Presidente do STJ pode assumir governo do DF.




Esse "novo" escandalo envolvendo o governador de Brasília, o vice e o presidente da Assembléia Legislativa, vai além de tudo o que já aconteceu em matéria de indignidade pública e pessoal.




O que revolta o país inteiro: o personagem principal, José Roberto Arruda é mais do que conhecido, capaz do que se viu e de pior ainda.
Surgiu nas manchetes do crime organizado, quando violentou o painel do Senado, para evitar a cassação de um amigo, (e que amigo, que acabou cassado), Luiz Estevão. Apanhado em flagrante, não fez por menos: “Juro pela minha honra, que não participei de nada”.


Como ninguém acreditava nessa honra inexistente, renunciou para não ser cassado. No ano seguinte, (2002) se elegia deputado, em 2006 já era governador.


Garantiu que não admitiria a reeeleição, já era candidato, não é mais, qualquer que seja a forma, terá que deixar o mandato.

Como esse é o grande assunto nacional, passamos novamente a conviver diariamente com as noticias do que acontece no setor dessa corrupção, tão típica e característica da destruidora política de Brasília.




Ps1: Na época áurea e no apogeu da corrupção de Al Capone, foi feito um filme extraordinário, com o título, “Scarface, a vergonha de uma nação”. Apesar de não ter cicatriz, Arruda merece filme igual.




Ps2: Haja o que houver, o Presidente do Tribunal de Justiça assumirá. O vice está envolvido, (por que, um homem riquíssimo, dono de tudo em Brasília?), o presidente da Assembléia também, dessa forma o cargo irá para a Justiça.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Requião Presidente


Governo e oposição fizeram de tudo, principalmente com a imprensa, na tentativa de minimizar a reunião do PMDB em Curitiba, a verdade é que o maior partido nacional balançou a roseira da sucessão presidencial. Roberto Requião foi lançado e aceitou candidatar-se à presidência da República, com o apoio de 17 diretórios nacionais e, em especial, com a declaração de Orestes Quércia de que, a partir daquele momento, desligava-se da candidatura José Serra e passaria a apoiar o governador do Paraná.

Isso ocorreu com entusiasmo invulgar dos quase mil representantes das bases estaduais do PMDB. A cúpula nacional não compareceu, ou seja, Michel Temer e sua substituta, Íris Araújo, não foram à capital paranaense. Mas não fizeram falta. Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul formaram por unanimidade a tropa de choque de Requião, que esta semana deve iniciar sua campanha pelo país, depois de passar por Brasília.

O importante nesse lançamento é que o PMDB começa não com um nome, mas com um projeto. Coube ao ex-ministro Mangabeira Unger apresentar cinco diretrizes fundamentais para nortear o futuro nacional, sendo que o governador do Paraná só admitiu aceitar a candidatura depois dos diversos pronunciamentos dos diretórios estaduais.

A candidatura própria do partido atropela a adesão das cúpulas nacionais à candidatura Dilma Rousseff e já chegou ao palácio da Alvorada, até como alternativa para a hipótese de a candidata não decolar. Requião, ao aceitar de forma inarredável a indicação, não se cansou de elogiar o presidente Lula.

Ps1: Fica em aberto uma opção futura, para o palácio do Planalto.

Ps2: Apesar de a grande imprensa haver ignorado o que aconteceu, o encontro de Curitiba nos leva a uma conclusão maior: o processo sucessório presidencial está de cabeça para baixo…

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Quanto custa o Judiciario!



Em 2008 os tribunais e varas de todo país gastaram (números do CNJ) R$ 33,5 bilhões para funcionar, em 2007 o gasto foi de R$ 29,2 bilhões, o fato é que na medida que chegam mais processos no judiciário, a despesa aumenta. Em comparação ao número de habitantes, o Judiciário gastou R$ 177,04 por brasileiro em 2008. No ano anterior, foi registrado o custo de R$ 158,87 por habitante. Embora os gastos e a demanda tenham aumentado, o número de juízes se manteve praticamente o mesmo: em 2007, havia 15.623 profissionais. No ano seguinte, 15.731, no relatório do CNJ revela que o número atual de juízes é considerado baixo – 7,78 por grupo de 100 mil brasileiros, mesmo assim é com o quadro de servidores o gasto mais expressivo, R$ 29,5 bilhões, 88% do total da despesa.


A Justiça do Trabalho custou R$ 9,2 bilhões, dos quais R$ 8,5 bilhões referem-se à folha de pagamento. Os estados que mais gastaram foram São Paulo, com R$ 1,1 bilhão, e Rio, com R$ 1 bilhão. A Justiça Trabalhista gastou R$ 48,80 por habitante, contra R$ 43,55 em 2007. Número extra oficial indica que o custo anual para manter um processo na justiça do trabalho é de R$ 244, reais. Já a Justiça Estadual custou R$ 19 bilhões aos cofres públicos, dos quais R$ 16,3 bilhões foram gastos com pessoal. A Justiça comum do Estado de São Paulo gastou R$ 4,5 bilhões em 2008, seguida por Minas Gerais (R$ 1,9 milhão), e Rio de Janeiro (R$ 1,85 bilhão). Em relação ao número de habitantes, a Justiça Estadual gastou R$ 100,56 por brasileiro no ano passado. Em 2007, foram desembolsados R$ 90,50 por habitante, neste caso uma observação, a justiça comum cobra custas dos demandantes.(fonte: CNJ).

A Justiça do "TRABALHO"

Depois de muito tempo de dedicação na pesquisa histórica sobre o trabalhismo e estudar o comportamento da Justiça do Trabalho, uma constatação desalentadora; Não houve evolução, pelo contrário, a forma de julgar as ações se tornaram complexas, infecta de nulidades e de excessivo furor contra o empregador, a ponto de revelar praticas lesivas neste instituto de relação trabalho/emprego, o que equivale dizer, em face de tamanho xiitismo e xenofobia, que a JT se converteu na Santa Inquisição para aqueles que garantem o emprego. Comparando o quadro evolutivo nas relações de trabalho no Brasil em relação à de outros países, constatei que entre todos as nações alcançamos um número expressivo de direitos, mas se pode confundir este fenômeno, com o comportamento monocrático dos juízes que alçam poder além do suficiente e razoável para solidificar a estabilidade nas relações contratuais, ou seja, menos tutela do estado, mais democracia do direito e respeito a C.F.


Na verdade estamos próximos de afirmar que o processo trabalhista após longa tramitação, se examinado sem paixão partidária, sob critica técnica, vamos encontrar milhões deles (são 14,5 milhões em andamento) com as mais temerárias situações de direito, e se comparada às decisões, teremos distorções e contrariedades, em alguns casos podemos avaliar que em cada grupo de cem decisões na JT, possam existir dentro do mesmo tópico quase a metade como entendimento divergente, ou seja, diverge do outro, e assim por diante, numa transformação, diríamos altamente nociva ao próprio judiciário.


É neste aspecto que considero algumas ações autênticos cadáveres, e suas entranhas estão expostas ao relento da morosidade, do insolucionavel e engessamento do juízo, que ora não move a ação sem provocação e por ora, move de forma indulgente, isso geralmente ocorre, quando os órgãos superiores dos tribunais e Conselhos de Justiça (leia-se CNJ), requerem dados sobre andamento das ações. Neste particular a Justiça do Trabalho, colocou suas VTs e Gabinetes para inventariar processos, porque é o principal alvo das autoridades, exigindo transparência para os números desalentadores, enfaticamente alertados pela imprensa brasileira.


É fato natural a necessidade do juiz na intermediação dos conflitos de interesse na sociedade, focando as pessoas quanto aos seus direitos, o processualista José Carlos Barbosa Moreira em matéria que a versa sobre a transição do liberalismo individualista para o “Estado Social de Direito” assinala-se que por substancial incremento da participação dos órgãos públicos na vida da sociedade, projetado no plano processual, traduz-se o fenômeno pela intensificação da atividade do juiz, cuja imagem já não se pode comportar no arquétipo do observador distante e impassível da luta entre as partes, simples fiscal incumbido de vigiar-lhes o comportamento, para assegurar a observância das “regras do jogo” e, no fim, proclamar o vencedor. O fato é que o arquivo do Fórum Nacional do Trabalho, já reúne farta documentação para estudar a reforma trabalhista, e a sociedade terá de ser bem esclarecida sobre a causa real de um jurisdicionado, caro, moroso e recheado de injunções, que não resolve menos da metade dos seus conflitos, e decidir se deseja que a JT continue com uma legislação que “fabrica” conflitos e é cara ou se prefere um sistema que inibe conflitos a custos desprezíveis.