
Começou novamente o mais medíocre programa da televisão. Durante um bom tempo os lares brasileiros serão invadidos, mais uma vez, por um péssimo entretenimento, vazio e agressivo: o Big Brother Brasil, da Rede Globo de Televisão, na sua décima edição. Após uma seleção efetuada através de concurso nacional, um bando de jovens desocupados, fica o dia inteiro confinado em uma mansão, “a casa mais vigiada do Brasil”, participando de um jogo sujo, bestial, banal, recheado de baixarias, onde impera a deslealdade, as brigas, intrigas, traições, excitações ao sexo, estímulo aos vícios de bebida e cigarro, e, sobretudo, o desrespeito ao ser humano.Objetivo final: um desses indivíduos é escolhido vencedor e recebe como recompensa, um milhão e meio de reais. Festas e farras diárias, com farto consumo de bebidas e cigarros, incitação sexual, através de triângulos amorosos, completam o total desrespeito às famílias que ficam inocentemente envolvidas na terrível trama.. Um verdadeiro estímulo à malandragem.Para coordenar a disputa entre os concorrentes, a emissora da Família Roberto Marinho escolheu o repórter Pedro Bial, que inicia o programa com esta convocação:”. E agora vamos falar com os nossos heróis! ”- Mas que heróis são esses?Urge, mas com urgência mesmo, resgatar os valores dos nossos verdadeiros heróis.Nossos filhos, nossos jovens precisam ser estimulados a cultivar seus verdadeiros heróis, seus avós, pais e mestres, que trabalham e ensinam o caminho de vencer na vida, com sabedoria, honestidade e espírito humanitário.Heróis são milhares de desempregados, que mendigam pelas ruas ou moram em condições subumanas, debaixo de pontes, viadutos, favelas.Heróis são os milhares de trabalhadores que vivem de um salário mínimo mensal, destinado à manutenção de sua família e compra de remédios para tratamento de sua saúde.Heróis são os lixeiros que passam a vida recolhendo resíduos públicos e residenciais, sem nenhum conforto, em cima de caminhões-caçamba, para no final do mês receber um salário irrisório, que não dá nem para comprar uma caixa de sabonetes ou mesmo um perfume modesto para retirar-lhes a sujeira do trabalho durante o banho.Heróis são os catadores de lixo que sustentam a si e suas famílias com o ganho resultante da venda de objetos recolhidos nos depósitos urbanos, correndo alto risco de contrair doenças graves: AIDS, hepatite, leptospirose, tétano, febre tifóide, além de diarréias freqüentes e parasitoses.Heróis são os catadores de papéis, latas e garrafas vazias, jogadas nas avenidas, nos bares, nos clubes e nas praças, nas caladas das noites, durante festas e shows de gente rica.Heróis são os deficientes físicos que, além do sofrimento de sua incapacidade, vivem na esperança de obter uma maior atenção dos poderes públicos, em relação aos seus direitos.Heróis são os militares que,juntos com a Polícia Federal, que moram nas fronteiras do Brasil, defendendo o País de grupos armados e traficantes que tentam atravessar para vender armas e tóxicos.
Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados.
Heróis são os milhões de aposentados que pagaram honestamente por uma vida envelhida com as virtudes da sabedoria e dignidade, e acabam por ter de implorar (e ter negados) os proventos justos pelo que produziram para o Brasil.Onde estão os heróis lançados na sociedade pelo Big Brother Brasil?Qual o destino dos protagonistas, dessa deprimente produção da Rede Globo de Televisão?Todos os participantes passam a ser chamados de “celebridades”, em busca da fama, através de convites para participarem de novelas, propostas para capas de revistas de apelação sexual, Playboy, Sexy ou participação de filmes eróticos.Esse é o modelo construído pela Globo, cópia de uma aberração holandesa, e dos péssimos enlatados americanos que exportam para o mundo o espelho de famílias desestruturadas, fragmentadas.Quanto levam a rede Globo e a empresa de Telefonia? Em cada “paredão”, com milhões de ligações, a Globo e a Telefônica arrancam da população milhões de reais, rios de dinheiro, para engordar as já polpudas contas bancárias da emissora, de seus diretores, do apresentador, dos patrocinadores, dinheiro este que poderia ser destinado a programas educativos e humanitários.
Acorda povo brasileiro! Estão rindo da nossa cara e ainda damos ibope e audiência? Entram nas nossas casas e ainda ridicularizam conosco? Vamos mudar essa realidade!
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, quanto menos aos participantes. Não há qualquer estimulo côo, por exemplo, o incentivo ao esporte, à musica, á criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.
São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o “escolhido” receba mais de Um milhão de reais.
Essas palavras não são só revoltas ou protesto, mas de vergonha e indignação.
Em vês de assistir BBB, que tal ler um livro ou um poema, Mario Quintana é uma boa pedida.Estude, vá ao cinema, ouça uma boa musica, cuide de flores ou de um jardim, caminhe no parque, telefone para um amigo, mande recados no Orkut, no blog, no Facebook, Twiter. Brinque com as crianças, namore e beije muito. Tudo isso é melhor, muito melhor!






